Em ordem, da maior para a menor, os cabos são: ipê, nó de pinho (araucária) e roxinho. Seguem as fotos, ao final o que elas eram quando comecei. Alguns comentários aparecem abaixo de algumas fotos.






Essa era a melhorzinha...resolvi até fazer uma decoração, a espiga torta (para cima) como se percebe, precisei retirar parte dela para alinhar o dorso da faca com o cabo.

Nessa o desgaste pelo uso era grande, ponta torta, lâmina torta, resolvi radicalizar cortando boa parte e criando uma nova geometria. Me pareceu o aço mais macio, as outras foram difíceis de furar.

Se o cabo das outras era lastimável, o que falar desse? O meu avô não tinha muito capricho com as facas, essa estava com o dorso bem martelado, era o pau pra toda obra. Essa é uma lâmina bem delgada (1 mm de espessura) e apresentava uma trinca que me deixou desanimado, acabei resolvendo com um furo no final da trinca (para não aumentar) e ajustando o cabo.
O que posso falar de meu avô, bravo, pouco estudo, gaúcho, tinha um bolicho e uma cancha de bocha, não se preocupava com suas facas. Teve 18 filhos e pra ele, se a faca resolvesse, já estava bom. Lembro dele beliscando as pernas da gente com os dedões do pé.... tempo que não volta.
Loko de bagual. Meu avo, era apegado as bichinhas, tanto que as colecionava. Chamava o neto pra tocar a roda de amolar, enquanto contava os causos de gaudério, sempre trajado na indumentária tradicional, bombacha, camisa, lenço e alpargata. Açougueiro de profissão, assador nato, sempre habituado ao manejo das cortantes. Saudoso tempo que não volta mais...
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